Mural

Blog dos correspondentes comunitários da Grande São Paulo

 

Mudamos!

Olá, pessoal.

O Blog Mural está em novo endereço, confira: http://mural.blogfolha.uol.com.br/

E não se esqueçam de salvar nos favoritos!

Escrito por Blog Mural às 18h31

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aos domingos, trens da CPTM demoram até 30 min para passar

Por Leandro Machado

Além da lotação e de constantes problemas nas viagens durante a semana, os usuários da linha 11-Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vêm enfrentando outro desafio também aos domingos: a espera pelos trens chega, em média, a 25 minutos.

 

A linha 11 liga a Luz (centro de SP) a Guaianases, bairro da zona leste.

 

O site da estatal informa que, nos finais de semana, o intervalo entre uma composição e outra é de 10 minutos.

 

Não foi o que constatou o Mural em visita à estação Luz nos últimos três domingos. Os trens demoravam de 25 a 30 minutos para passar. Com o intervalo maior, as plataformas e os trens ficaram lotados.

 

Plataforma da estação Luz fica cheia com o intervalo maior entre os trens

 

“Todo final de semana é a mesma coisa. Se eu quiser ir sentada, preciso esperar outro”, diz a balconista Ângela de Fátima, 24. Ela trabalha na Liberdade, no centro, e demora 2h30 para chegar ao Itaim Paulista, bairro onde mora, na zona leste.

 

O técnico agrícola Marcos Mengel, 30, diz que, aos domingos, leva 1h30 da Luz até Mogi das Cruzes, cidade da Grande São Paulo. “Durante a semana, a viagem não passa de 1h”, diz Mengel. “Essa demora vem acontecendo há muito tempo, sei porque uso muito essa linha nos finais de semana”.

 

“Às vezes, a espera é maior do que a viagem no trem”, diz Aline Queiroz, 21, recepcionista e moradora de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Ela trabalha próximo aos Hospital da Clínicas (região central) e leva 1h40 até em casa. “E a gente acha que no domingo vai ser tranquilo, que nada. É pior que durante a semana”.

 

Trem fica lotado na estação Luz, no domingo, 5 de fevereiro

 

Nos horários de pico de dias úteis, o intervalo dos trens é de 5 minutos, segundo o site da CPTM.

 

Em nota, a assessoria de imprensa da companhia disse que os atrasos nos finais de semana ocorrem por conta de obras de manutenção e modernização da linha e que procura avisar os usuários por meio de notas em seu site e de sinalização nas estações.

 

No dia 29 de janeiro, não havia placas na Luz falando do atraso. Nos 22 de janeiro e dia 5 de fevereiro, um cartaz informava que os trens circulavam com maior tempo de espera, mas não dizia quantos minutos seriam.

 

No alto falante, um funcionário da companhia anunciava: “Em virtude de obras na linha, os trens estão circulando com maiores intervalos e tempo de parada nas estações. A CPTM conta com sua compreensão”.

 

Leandro Machado, 22, é correspondente de Ferraz de Vasconcelos.

@machadoleandro

lmachado.mural@gmail.com

leandro.machado@grupofolha.com.br

 

Escrito por Blog Mural às 14h18

Comentários () | Enviar por e-mail | Zona Leste | PermalinkPermalink #

Na Jova Rural, não existe sinalização de trânsito

Por Aline Kátia Melo

 

Já parou para pensar na importância da sinalização de trânsito no seu bairro? Eu nunca tinha pensado nisso antes de acontecer um acidente no meu.

Na Jova Rural, bairro onde moro, na zona norte de São Paulo, não há semáforos, faixa de pedestre, lombadas, nem medidor, nem placa de limite de velocidade.

No dia 9/1, por volta das 15h30, um ônibus da linha Jova Rural/Tietê seguia sentido centro e uma lotação, que faz Jova Rural/Carandiru, voltava no sentido bairro. Ambos bateram de frente na avenida Arley Gilberto de Araújo, perto da esquina da rua Maranhão.

Sempre notei que ônibus e lotações sempre sobem e descem esse trecho com velocidade alta e que mais cedo ou mais tarde um acidente ia acontecer. Nessa hora, a gente imagina o transtorno que poderia ser evitado se houvesse sinalização na região.

Acidente entre ônibus e lotação

Outra coisa que aprendi, foi que as sinalizações de trânsito, em sua grande maioria, são colocadas a partir da solicitação dos próprios moradores das regiões.

A pessoa interessada pode solicitar de três formas: pelo fone 156, na subprefeitura responsável pela região ou preenchendo um formulário site da Prefeitura de São Paulo, no SAC - Serviço de Atendimento ao Cidadão.

No SAC, o cidadão-solicitante recebe um número de protocolo e sua solicitação é encaminhada para a CET - Companhia de Engenharia de Tráfego, que fará um estudo para analisar se é possível ou não atender o pedido.

Fiz uma solicitação no dia 11/1, pelo site, dois dias depois de ter testemunhado o acidente, para que a avenida Arley Gilberto de Araújo ganhasse uma sinalização. Entre as opções disponíveis, escolhi "Circulação de Pedestre" e optei por justificar como "Conflito entre Pedestre e Veículo" _afinal, as pessoas não podem nem pensar em atravessar a tal avenida sem correr riscos.

Acompanhei o número do protocolo e em 26/1, 15 dias depois, recebi a seguinte resposta:

“(...) conforme o Artigo 94 do referido Código e a Resolução nº 39/98 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN (...) fica impossibilitada a colocação de obstáculos redutores de velocidade no local, pois as características da via (declividade) não atendem a todas as normas exigidas para a instalação desse tipo de dispositivo... Departamento de Atendimento ao Munícipe – DAM”.

O acidente foi a prova de que algo está errado no local. Se nada for feito a respeito, os acidentes vão continuar a ocorrer. Fiz a minha parte, mas a Prefeitura respondeu que a lombada não é viável, e não ofereceu alternativa. Qual será a solução então?

 

Aline Kátia Melo, 28, é correspondente comunitária da Jova Rural.

@alinekatia

alinekatia.mural@gmail.com

 

 

Escrito por Blog Mural às 13h22

Comentários () | Enviar por e-mail | Zona Norte | PermalinkPermalink #

Os moradores do Jardim Antártica não têm posto de saúde

 
Por Francine Mantovani

 

Moradores do bairro Jardim Antártica, zona norte da capital paulista, aguardam por mais de dois anos a instalação de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na região. “A necessidade da população é muito grande, somos cerca de 150 mil habitantes”, afirma o líder religioso pastor Everson Marcos, 44.

 

Imóvel indicado para instalação do posto de saúde no Jd. Antartica

 

Quando necessitam de atendimento médico, os moradores procuram as UBS dos bairros vizinhos como o Jardim Peri e a Vila Dionísia.  Durante uma emergência, a situação piora, pois os únicos hospitais próximos são o do Mandaqui e o de Vila Nova Cachoeirinha. “Eu ainda tenho carro, mas outros dependem do transporte público, que é insuficiente, ou de caronas dos vizinhos”, diz o comerciante Augusto Calil.

 

 

Para diminuir a distância do socorro e em prol da construção de uma UBS na região, um movimento de mobilização dos moradores foi criado há dois anos. “Procurei o pastor Everson e elaboramos, com outros moradores, um abaixo-assinado que já chegou a mais de 10 mil assinaturas; já encaminhamos à Secretaria Municipal de Saúde”, diz Gilberto Cássio Silva, 34, morador e líder comunitário do Jardim Antártica.

 

 

 Vista do Jardim Antartica

Um imóvel chegou a ser indicado por moradores e vistoriado por técnicos da secretaria, mas havia problemas na documentação. Em 5/1, a secretaria de Habitação recusou o pedido de regularização do imóvel na rua Sete Cachoeiras.

 

“Queremos um posto de saúde com as especialidades médicas básicas, onde possam ser feitos os exames de rotina e que tenha os remédios que a população necessita”, diz a bacharel em direito Jussara Queirós, 40.

 

 

 Vista do Jardim Peri Alto

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou, em nota enviada ao Mural, que há interesse na criação de uma UBS na região do Jardim Peri Alto, que inclui o Jardim Antártica, mas ainda busca um imóvel para sua instalação. Segundo a secretaria, a maioria das casas na região não tem escritura ou tem algum problema de regulamentação na planta ou é construída em área imprópria, o que dificulta ainda mais o processo.

 

  

Francine Mantovani, 28, é correspondente comunitária da Pedra Branca.
@franmantovani
francine.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 18h07

Comentários () | Enviar por e-mail | Zona Norte | PermalinkPermalink #

Represa de Guarapiranga sedia campeonatos de verão

Por Mônica Evelyn

 

Após mais de dois anos de adequações, a orla do reservatório de Guarapiranga, na região de Interlagos (zona sul de SP), deixou de exibir estabelecimentos comerciais e passou a ser quase totalmente margeada por praias e parques.

 

Com equipamentos públicos, os espaços estão diariamente à disposição da população local e, em datas especiais, têm sido utilizados pela Prefeitura de São Paulo para a realização de grandes eventos.

 

Pelo segundo ano consecutivo a Praia do Sol recebe a estrutura da Arena Guarapiranga onde acontecem disputas que têm tudo a ver com o clima praiano.

 

O espaço, que tem capacidade para quatro mil pessoas, abriu sua programação com os desafios internacionais de Beach Soccer e vôlei de praia e irá receber mais dois grandes torneios até abril: o primeiro campeonato Brasileiro de Clubes de Beach Soccer e o 2º Mundialito de Clubes de Beach Soccer.

Disputa do Desafio Internacional do Vôlei de Praia

 

As competições, que contam com a presença de grandes atletas, atraem e entusiasmam o público.

 

E a própria população espera poder ter outras oportunidades como estas. “Tem que trazer muito mais esporte para todo mundo participar, é uma boa iniciativa”, diz Mari Ferreira, que reside no bairro de Cupecê (zona sul de SP) mas veio até a Avenida Atlântica para acompanhar o vôlei de praia.

 

Localizada a cerca de 30 minutos de bairros como Jardim Eliana, Parque Cocaia e Jardim Varginha, a Guarapiranga também é um pólo esportivo muito mais acessível e gera valorização para toda a região, como afirma Miriam Ferreira, moradora de Interlagos. “Ainda tem que melhorar um pouco, mas está ótimo como está”.

 

Mônica Evelyn, 24, é correspondente comunitária do Grajaú.

@monicaevelyn

monicaevelyn.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 16h33

Comentários () | Enviar por e-mail | Zona Sul | PermalinkPermalink #

Grupo de teatro quer tirar população negra da periferia cultural

 

 

Por Semayat Oliveira

 

Esse é o lema do grupo de teatro Os Crespos, que voltam aos palcos com o espetáculo “Além do Ponto”. Protagonizado pelos atores Lucélia Sérgio e Sidney Santiago, a peça propõe uma reflexão sobre a afetividade entre homens e mulheres negras, contando a história de separação de um casal de forma poética.

Em atividade desde 2005, o grupo se formou na Escola de Arte Dramática da USP, em São Paulo, e se define como um coletivo teatral de pesquisa cênica, audiovisual, debates e intervenções públicas. O objetivo é evidenciar a situação do negro brasileiro na sociedade contemporânea além de seus desdobramentos históricos.

“Essa é a minha missão, é muito valoroso ouvir alguém me dizer, depois de assistir uma peça, que se sentiu representado”, disse Lucélia.

 

Foto: Cláudia Souza

 

Sidney cresceu em uma colônia de pescadores, no Guarujá, balneário de São Paulo, e Lucélia na periferia da Praia Grande, no litoral sul paulista. Quando vieram para São Paulo, o centro da grande capital foi escolhido como foco de atuação.

“Elegemos o centro por ainda considera-lo uma grande periferia urbana. É onde as pessoas de todos os cantos se cruzam, seja para trabalhar ou para o lazer, onde encontramos cortiços, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos”, explica Sidney.

A região central tem o maior número de salas de teatro da cidade. A subprefeitura da Sé reúne 50% desses espaços, enquanto outras 14 subprefeituras mais periféricas não têm nenhuma sala.

Segundo Lucélia, eles atuam na periferia sempre que possível, mas a falta de espaço e verba para circulação são empecilhos. “Vivemos de editais. Em 2010, com um projeto de intervenções, tivemos mais mobilidade e levamos o espetáculo para os bairros Heliópolis [zona sul] e Vila Carrão [zona leste].”

Para atrair o público alvo, o coletivo faz um trabalho de formação. Estabelecem parcerias com instituições, promovem debates e abordam pessoas nas ruas para apresentar suas propostas e atividades. Sidney conta que esse processo é constante, com peças em cartaz ou não.  

“Queremos que a população negra saia das periferias e cruze esses muros. O teatro brasileiro, especialmente o paulista, ainda é muito elitista, no sentido de acesso e de conteúdo. Até existe uma abordagem de questões sociais, mas raciais não”, explica Sidney.

Durante a conversa, Lucélia se lembrou do dia em que uma cooperativa de catadores de papel foi assistir ao espetáculo “Ensaios Sobre Carolina”, em 2007, escritora negra que também foi catadora de papel. “Eles se emocionaram muito e se sentiram representados. Hoje, 80% da nossa plateia é negra e, para muitos, somos o primeiro contato com o teatro.”

Além do Ponto” fica em cartaz, em São Paulo, até domingo (29/1). O coletivo vai depois para cidades do interior do Estado e quilombos do Vale do Ribeira.

 

Se quiser saber como está a distribuição de salas de treatro na cidade de São Paulo, clique aqui e veja os números coletados pela Rede Nossa São Paulo.

 

Semayat Oliveira, 23, correspondente comunitária de Cidade Ademar.

@Semayat

semayat.mural@gmail.com

 

 

 

 

 

Escrito por Blog Mural às 16h52

Comentários () | Enviar por e-mail | Região Central | PermalinkPermalink #

Exposição no Grajaú mostra inclusão de pessoas com deficiência

Por Flavio Munhoz

No aniversário de São Paulo, jovens da periferia da cidade resolveram organizar sua própria celebração: uma exposição fotográfica denominada “Olhares de uma São Paulo Inclusiva”.

 

A mostra foi o motivo do encontro de mais de 200 pessoas na Casa de Cultura Palhaço Carequinha, no Grajaú, zona sul da cidade.

 

A exposição é resultado de 22 expedições fotográficas de pessoas com deficiência, moradoras da periferia. Feitas durante visitas a diversos pontos turísticos, as imagens foram registradas por eles mesmos e tentam mostrar como está a inclusão em espaços públicos de regiões centrais da cidade.

Participantes da exposição podem em frente às fotos

 

“Sabemos que cidadania, respeito e inclusão ainda estão distantes da realidade de São Paulo. Mas, nessa data especial, optamos por mostrar que a cidade que excluí de diferentes modos, também acolhe, busca se adaptar e possui lugares belíssimos que precisam ser apropriados por seus moradores”, declara Márcia Martins, 29, curadora da exposição.

 

O turismo propiciado pelas expedições fotográficas fez com que as 30 participantes fossem a lugares que antes só conheciam pela TV. “Eu nunca tinha visto um teatro, não conhecia a Paulista e vários outros lugares. Conhecer tudo isso e ainda aprender fotografia – foi o máximo!”, relata Maria Josefa Barbosa, 28, cadeirante, como ela se autodenomina, e uma das fotógrafas da exposição.

 

A sensação de inclusão não foi só de fotógrafos que desbravaram a cidade. Convidados, como a dona de casa Joana da Silva, 53, também compartilharam sentimento semelhante. “Estou muito feliz! Eu nunca tinha ido a uma exposição e estou adorando!”, declarou Joana.

Partipante da oficina tira fotos da catedral da Sé, no centro de SP

 

Mas outras sensações também foram despertadas. Vendedor de rua, Josivaldo Cerqueira, 44, natural de Crato no Ceará, também manifestava admiração ao olhar as fotos, mas, coçando a cabeça, se indagava: “Moro aqui em São Paulo desde os 10 anos e não conheço nenhum desses lugares das fotos. Tudo lugar bonito, né? Não tive condições ou oportunidade de conhecer esse lado bom de São Paulo. Só conheço as quebradas!”, comentou.

 

Além da exposição, composta por 50 fotos, o coletivo aproveitou a oportunidade e lançou o “Guia de Roteiros Culturais – Mão na Roda”, que oferece uma série de dicas de locais na cidade que podem ser visitados por deficientes físicos – de forma gratuita.

 

“Esse trabalho só foi possível graças à parceria com o serviço ATENDE e o apoio do Programa VAI da Secretaria Municipal de Cultura.”, ressalta Larissa Fialho, 22, educadora física e uma das coordenadoras da atividade.

 

Serviço

Exposição Fotográfica Olhares de uma São Paulo Inclusiva

De 25/01 a 25/02

Casa de Cultura do Palhaço Carequinha – Grajaú

Rua Professor Oscar Barreto Filho, 50 - Parque América

Informações e download gratuito do guia - http://www.spinclusiva.blogspot.com

 

Flavio Munhoz, 34, é correspondente comunitário do Grajaú – Zona Sul/SP

@flaviomunhoz

flaviomunhoz.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 17h24

Comentários () | Enviar por e-mail | Zona Sul | PermalinkPermalink #

Fim das sacolas plásticas gera insatisfação em moradores do Capão Redondo

Por Dalton Assis

O fim das sacolas plásticas em São Paulo, resultado de um acordo entre o governo do Estado e Apas (Associação Paulista de Supermercados), tem dado o que falar entre os moradores do Capão Redondo, na zona sul da capital.

A medida começa a valer hoje (25), no aniversário de São Paulo.

As opiniões são diversas entre consumidores e comerciantes da região. A jornaleira Simone Engel, 46, se diz muito chateada com o fim das sacolas. “Além de comprar sacolas retornáveis teremos que mais gastar dinheiro com sacos de lixo”, afirma.

Faixa na entrada de um supermercado informando o fim das sacolas plásticas

A dona de casa Eliane Nascimento, 46, ressalta que “ficará difícil agora, uma vez que utilizo as sacolinhas para tanta coisa em casa, como lixo, por exemplo. E outra: como vai ficar para quem não tem carro fazer uma compra grande no supermercado? Vamos acabar saindo no prejuízo”.

Já o eletricista Roni Barbosa de Souza, 48, é a favor da substituição pelas recicláveis. “Além de serem mais duráveis, elas contribuírem com meio ambiente, já as embalagem descartáveis sempre acabam entupindo bueiros e causando problemas muito maiores para toda a população”.

Fabio Ferreira, 28, supervisor do Supermercado Lopez, vê a medida com entusiasmo. “Foi uma das melhores coisas que já aconteceram para os comerciantes, pois vai colaborar com a natureza e diminuir custos aos supermercados”, diz. “Estou há 12 anos no ramo e sei o quanto é caro o custo de embalagem para envio em nossas lojas”.

Para Fabio, o consumidor também não sairá perdendo: “Pelo contrário, ele aprenderá a ter disciplina toda vez que vir ao supermercado. Vai ter que se lembrar de trazer sua sacola retornável”, diz.

Dalton Assis, 24, é correspondente comunitário do Capão Redondo.
@daltonassis
dalton.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 13h58

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jovens vendem livro de porta em porta em Poá

Por Tamiris Gomes

 

Eduardo Lyra, 24, é um jovem jornalista e escritor. Nasceu em Jardim Cumbica, bairro do município de Guarulhos, e hoje mora em Poá, na Grande São Paulo. Quando criança se viu cercado pelo escasso acesso à educação e cultura.

 

“Moro na favela, mas não permiti que a favela morasse em mim”, diz.No final de 2011, Lyra publicou “Jovens Falcões – Onze brasileiros que farão você enxergar um outro mundo” pela sua própria editora, a Transformi, instalada em sua residência.

 

O livro traz histórias de jovens que fazem a diferença. “A luz chega até a casa das pessoas, a água, a internet, e por que o livro não pode chegar também?”

 

Com essa pergunta em mente, Eduardo, com a ajuda de alguns amigos, começou a vender seu livro de porta em porta nos bairros do município Poá.

 

A estudante Thainá Xavier, 16, diz que sente orgulho em integrar esse movimento. “O livro me inspirou a lutar pelos meus objetivos. Depois que li, senti essa vontade imensa de ajudar a divulgar o trabalho do Eduardo.”

 

Mais do que vender livros os “jovens falcões” querem deixar uma mensagem de esperança. “Não importa se o cara comprou o livro ou não, a gente olha no olho dele e diz: você consegue”, conclui o escritor.

Escrito por Blog Mural às 18h06

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sem divulgação, lei das sacolas em Carapicuíba fica só no papel

 

Por Mônica Oliveira

 

Os comerciantes e consumidores de Carapicuíba, na Grande São Paulo, foram pegos de surpresa durante o levantamento feito pelo Mural sobre a lei das sacolas plásticas. Criada em 2010, a lei 3.510 proíbe o comércio de distribuir embalagens que não sejam biodegradáveis para o transporte de qualquer produto.

O prazo de um de um ano para adaptação terminou em dezembro, mas não houve qualquer campanha de esclarecimento à população. Assim, a distribuição de sacolas comuns é a regra em toda a cidade.

"Eu não sabia dessa lei, mas já temos sacolas de papel para distribuir quando terminarem as de plástico”, afirma Denílson Santos, gerente da Superfarma. Simone Batista, gerente da loja Calçados Sérgio, lamentou a falta de divulgação das regras para os lojistas.

 

 Estoque das sacolas comuns em loja de utilidades loja Miamor

“Não dá para tirar as sacolas de plástico porque o cliente vai ficar chateado. Sacolas de papel podem molhar e danificar o produto”, diz.

A multa para quem descumprir a lei é de R$ 8.503,80 (30 VRMs).

A população já está familiarizada com a extinção das sacolinhas nos supermercados paulistas, a partir do dia 25 _resultado de acordo do setor com o governo estadual. No município, no entanto, os supermercados descumprem a lei.

Ademir Felipe, gerente do Sonda Supermercados, informou que estão preparados apenas para as mudanças resultantes do acordo com o governo. “Não temos conhecimento de nenhuma lei municipal”, afirma.

Apenas o hipermercado Extra, na Cohab II, mantém a campanha quinta-feira sem sacolas, para que os clientes se adaptem à medida.

 

Placa da campanha no Extra Hipermercado Extra, Cohab II

Na semana passada, enquanto recolhia as compras que caíram da caixa de papelão, que rasgou, Regiane Pereira, dona de casa, manteve o bom humor e o apoio à medida. "Vou ter que pegar um táxi hoje porque estava desprevenida, mas sou a favor, é só questão de se adaptar”.

 

A dona de casa Regiane Pereira, 36

Já Helton Lourenço, taxista de um ponto na frente do supermercado, é contra a extinção de sacolas. "Deveriam dar sacos de papel, igual os americanos fazem. Aqui é um absurdo: o cliente tem de pagar pela sacola.”  O taxista mantém um estoque de sacolas plásticas no porta-malas para oferecer aos clientes.

Ainda no mesmo local, encontramos um consumidor com várias sacolas retornáveis. Ramon Pierre, 20 anos. "Já é um hábito na minha família", conta. “Depois que comprei, sempre uso ecobags. Acho ótimo.

"As mudanças vão mexer com a rotina dos funcionários dos supermercados, Gabriela Costa, 18 anos, operadora de caixa, sempre ajuda os consumidores a embalar as compras,“apesar de não ser função de caixa”. Ela teme reações negativas de clientes.

“Vão querer fazer escândalo. É um público exigente. Quem faz compras de R$ 1.000, R$ 2.000 vai levar onde? Imagine o que vão gastar só de sacolas a R$ 0,20 cada?” Gabriela ainda não fez o treinamento para a mudança, mas afirma que já viu as novas sacolas que “desmancham nas mãos em seis dias”.

Na verdade, as sacolas oxibiodegradáveis levam apenas 18 meses para se decompor, ao contrário das comuns, que podem levar até 500 anos.

 

Mônica Oliveira, 47, é correspondente comunitára de Carapicuíba

@idmonica

monicaoliveira.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 17h38

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Por que não há livrarias em Itaquera?

Por Leandro Machado


No dia 23 de dezembro, o shopping Metrô Itaquera, na zona leste de São Paulo, recebeu 93 mil pessoas, um recorde de público. O centro comercial é visitado por 60 mil pessoas todos os dias, segundo sua assessoria de imprensa. Era época de Natal e quem procurava um livro novo para dar de presente não encontrou nenhuma livraria no espaço.

 



O shopping, que fica ao lado da estação Itaquera do metrô e do futuro estádio do Corinthians, foi inaugurado em 2007 e tem 200 lojas. “O nosso empreendimento ainda não conta com uma livraria, mas é de nosso total interesse contarmos com uma operação desse segmento que, além de classificar nosso mix de lojas, agrega valor à cultura”, disse a assessoria de imprensa, por e-mail.

Comprar livros novos no extremo leste da capital é tarefa difícil. Para o universitário Luan Araújo, a internet é uma alternativa. “Compro pela internet, mas tomara que, com o tempo e com o comércio vindo cada vez mais para a região, tenhamos mais livrarias para não precisar atravessar a cidade para pegar um livro novo”, diz o estudante, que mora em Cidade Tiradentes, também na zona leste.

“Se não for no shopping Tatuapé, vou comprar na avenida Paulista”, conta Renato Ursine, 31, arte-educador e morador de Itaquera. “Há muitos professores na região e pessoas que gostam de ler, mas ninguém quer saber de levar cultura pra quebrada”, diz.

As bibliotecas públicas são outra opção para os leitores do bairro. Em Itaquera, são três. A maior, Sergio Buarque de Holanda, deve ganhar um novo prédio ainda em 2012.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Cultura, Itaquera tem um acervo público de 0,12 livros por habitante, número abaixo da média na capital, que é de 0,22. O bairro tem 520 mil moradores.

 

Leandro Machado, 22, é correspondente comunitário de Ferraz de Vasconcelos.
@machadoleandro
lmachado.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 16h33

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Muitos piscinões da cidade não estão preparados para as chuvas

 

Por Cacau Ras, Patrícia Silva, Paulo Talarico e Vander Ramos

 

 

A temporada das chuvas começou e os piscinões de Osasco, Taboão da Serra e Embu das Artes, na Grande São Paulo, estão sofrendo as consequências de acúmulo de lixo e abandono _foi o que os blogueiros do Mural registraram. Na capital paulista, o Jardim Romano, na zona leste, ganha finalmente um reservatório, para tentar lidar com o problema das enchentes do bairro.

 

 

 

Novo equipamento para enfrentar as enchentes no Jardim Romano, em São Paulo

 

 

"Atrasam a limpeza, está entupido de lixo. O mau cheiro é insuportável", diz o borracheiro Carlos João de Oliveira, 54, sobre o reservatório Nova República, em Embu das Artes.

 

 

No município de  Embu das Artes, piscinão Nova República espera manutenção

 

 

Em Taboão da Serra, o abandono marca os dois piscinões da cidade. No Parque Pinheiros, crianças brincam no espaço, onde há entulho, mato e grades quebradas. Em um córrego próximo dali, a prefeitura executa uma obra antienchente. Em outro bairro, no Jardim Três Marias, o reservatório Portuguesinha também precisa de intervenções.

 

 

O mato e a sujeira invadiram o piscinão no Parque Pinheiros, em Taboão da Serra

 

 

“Ele só acumula sujeira e mau cheiro para os moradores”, afirma o operador de máquinas Edinaldo Atenório, 24, sobre o piscinão Rochdale, em Osasco. A falta de manutenção chegou a tal ponto que pessoas montaram barracos no local.

 

Em Rochdale, Osasco: sem limpeza e com moradias improvisadas dentro do piscinão

 

 

“Não é piscinão, é um buraco”, acusa o presidente da Associação Paz e Amor dos Moradores da Área Radar, Francisco Felipe de Souza.

 

Já no Jardim Bonança, também em Osasco, o reservatório está com os portões abertos. Crianças brincam em meio a sacos de lixo, pneus e água. Porém, os moradores acreditam que mesmo sem limpeza, o local tem ajudado na contenção das cheias (mais fotos aqui).

 

Em São Paulo, para solucionar os alagamentos no Jardim Romano, na zona leste da capital, os governos estadual e municipal construíram um dique com 1.700 metros e um piscinão com capacidade de 13 mil m3 de água, inaugurados em outubro do ano passado.

 

A manutenção deveria ser feita a cada dois meses, mas nada foi feito na obra até agora. "Até o momento o reservatório não encheu por inteiro, apenas um pouco, abaixo da metade", diz o  morador Reinaldo Sena.

 

"Depois que construíram este piscinão, os pernilongos aumentaram, pois não limparam adequadamente o local que fica atrás dele", diz a moradora Adelaide Gothe. 

 

  

 

 

  

Responsabilidades

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) afirmou que o governo do Estado assumiu a limpeza de 25 piscinões da região metropolitana pelo período de um ano a partir de dezembro de 2011 _as prefeituras alegaram falta de orçamento para fazer os reparos necessários. Sobre as casas em local indevido, encontradas em Osasco, o DAEE informou que a ação de retirada é de responsabilidade da prefeitura.

 

 

 

Cacau Ras, 34, é correspondente comunitário do Itaim Paulista.

@cacauras

cacauras.mural@gmail.com

 

 

Patrícia Silva, 23, é correspondente comunitária do Campo Limpo.
@Patricia_Aps
patriciasilva.mural@gmail.com 

 

 

Paulo Talarico, 21, é correspondente comunitário de Osasco.
@PauloTalarico
paulotalarico.mural@gmail.com

 

 

Vander Ramos, 51, é correspondente comunitário do Itaim Paulista.

@vander521

vander.mural@gmail.com

 

Escrito por Blog Mural às 14h41

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em Perus, maria-fumaça centenária oferece passeio turístico

 
Por Jéssica Moreira

 

Quem utiliza o transporte ferroviário na cidade de São Paulo sequer imagina que no bairro de Perus, na região norte, existe um trem movido a vapor.

 

Desde fevereiro de 2011, a antiga Estrada de Ferro Perus-Pirapora voltou a funcionar como expresso turístico no bairro. A passagem custa R$5, mas a experiência e a aula de história são bem mais valiosas.

 

 

 

O trajeto dura aproximadamente dez minutos, passando por uma área rodeada de árvores. O som da fumaça saindo do trem é inconfundível. Enquanto o maquinista Leandro Guidini conduz a locomotiva, seu pai, o foguista Jair Guidini, opera a caldeira.

 

 

“Na máquina a vapor, o maquinista e o foguista devem trabalhar juntos, para saber a hora exata de colocar fogo e a hora de pôr água”, comenta Jair.

 

“Tem uma história esquecida nessa região que é importante resgatar, pois essa foi a  primeira linha do local”, comenta Eder Batista, 31, que estava visitando o local pela terceira vez.

 

 

A maria-fumaça passa pelos mesmos trilhos desde 1914, mas não leva ninguém a Pirapora.

 

 

Para convencer o governador do Estado, em 1910, os políticos do bairro disseram que a linha serviria para transportar fieis até a cidade de Pirapora do Bom Jesus. A verdade é que a linha servia apenas para a condução de pedras de calcário que vinham do município de Cajamar até Perus, onde eram transformadas em cimento pela Companhia Brasileira de Cimento Portland. De lá, o cimento era levado para o centro de São Paulo e a outros Estados do Brasil.

 

Situada ao lado do Parque Anhanguera, a ferrovia é tombada como patrimônio histórico desde a década de 1980, quando a fábrica de cimento foi fechada. Várias máquinas estavam enferrujando, pois não havia nenhum projeto de revitalização.

 

Em 2000, após dez anos de negociação, o então proprietário, filho e herdeiro de José João Abdala, assinou um comodato de cinquenta anos autorizando o uso das locomotivas.

 

Todas os trens e equipamentos foram repassados para o Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural (IFPPC), organização sem fins lucrativos, fundada especialmente para recuperar o espaço.  

 

”Queremos melhorar ainda mais este local para receber mais gente”, comenta o presidente da organização, Paulo Rodrigues.

 

Durante estes dez anos, o Instituto atuou na recuperação das máquinas e da linha férrea. Hoje, já são três locomotivas em funcionamento.

 

Uma delas é a Adoniran Barbosa. Com 100 anos de idade, a locomotiva leva o nome do sambista por ter transportado materiais pelo bairro Jaçanã na mesma época da famosa música “Trem das 11”.

 

Em 2012, a ferrovia ganhará mais alguns metros no trajeto. O intuito é conseguir restabelecer a ligação entre Perus e Cajamar até 2014, quando a linha férrea completa 100 anos.

 

 

Serviço

Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural

http://peruspirapora.blogspot.com/

Telefone: (11) 2876-2774

 

 

Jéssica Moreira, 20, é correspondente comunitária de Perus.
@gegis00
jessicamoreira.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 17h46

Comentários () | Enviar por e-mail | Zona Norte | PermalinkPermalink #

Moradores aguardam inauguração de Fábrica de Cultura do Jaçanã

Por Aline Kátia Melo

Mesmo sem a data de inauguração, os moradores do Jaçanã, na zona norte de São Paulo, já esperam as atividades da nova Fábrica de Cultura, localizada na rua Roberto Lanari, no bairro da Jova Rural.  

O espaço, que vai contar com oficinas de música, artes visuais, artes cênicas e multimídia, além de atrações como literatura, teatro, dança e circo, promete ser uma nova opção de lazer para periferia.

São cerca de sete mil metros quadrados, divididos em salas de aula, biblioteca e teatro com 300 lugares. Será o segundo equipamento público destinado à cultura na região. O primeiro foi o CEU Jaçanã, inaugurado em 2007.

Em toda a cidade serão implantadas nove Fábricas de Cultura. Já estão em funcionamento três na zona leste: Vila Curuçá, Sapopemba e Itaim Paulista. E mais uma em construção na Cidade Tiradentes.

Fábrica de cultura do Jaçanã vista da travessa Igarapé Primavera

Na zona sul, serão duas: Capão Redondo e Jardim São Luiz . Na zona norte, estão previstas três unidades: Jaçanã, Brasilândia e Cachoeirinha.

Os bairros foram escolhidos por meio de uma pesquisa feita pela Fundação Seade, que apontou os lugares com o maior IVJ (Índice de Vulnerabilidade Juvenil). O levantamento considera níveis de crescimento populacional e a presença de jovens entre a população do distrito, frequência escolar, violência e gravidez entre os adolescentes.

“Tenho um filho e costumo levá-lo para brincar no CEU Jaçanã. Quando abrir a fábrica aqui na minha rua, ele terá espaço para se divertir mais perto de casa”, diz a moradora Juliana Bispo dos Santos, 27.

Segundo Massaru Nonaka, coordenador de Orçamentos e Finanças Programa Cultura e Cidadania para a Inclusão Social Fábricas de Cultura, o término da construção da unidade Jaçanã está prevista para fevereiro de 2012.

Placa em frente à construção da Fábrica de Cultura

Mas, de acordo com a Ouvidoria da Secretaria de Estado da Cultura, não há previsão para inauguração do espaço. 

“Espero que seja bom para o bairro, para que as crianças não fiquem na rua quando voltarem da escola”, diz Juliana. “Espero que, a partir do momento em que as pessoas frequentem este espaço, elas sintam-se motivadas a visitar outros lugares culturais não somente no bairro”, diz a moradora Roselaine Oliveira, 28.

Há uma placa na frente da construção, mas, ainda assim, muitas pessoas ainda não sabem o que é o espaço. “Não sabia sobre a construção da Fábrica de Cultura, mas fiquei feliz em saber, pois acho que o nosso bairro é carente de atividades culturais”, diz Roselaine.

Aline Kátia Melo, 28, é correspondente comunitária da Jowa Rural.
@alinekatia
alinekatia.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 12h42

Comentários () | Enviar por e-mail | Zona Norte | PermalinkPermalink #

Parque do Jaraguá oferece várias opções de passeios gratuitos

Por Silvia Martins

 Com certeza você já ouviu falar do Pico do Jaraguá, ponto mais alto da cidade de São Paulo, situado na zona oeste. Se ainda não ouviu, talvez tenha observado sua elevação de algum ponto da capital. Além de oferecer uma bela vista em contraste com a paisagem urbana, você sabe o que mais pode desfrutar do local?

 

No Parque Estadual do Jaraguá existem diversas opções gratuitas de lazer. Mas, apesar de público, muitos moradores das redondezas não conhecem o parque ou ainda não foram visitar. Entre quadras, lagos e equipamentos de playgrounds, uma boa alternativa é a Trilha do Pai Zé, que permite acesso ao topo do Pico.

 

Alexandre Martins de Lima, 36, passeava com um grupo de crianças. Todos estavam contentes com a aventura e as surpresas no caminho. Os macaquinhos, habitantes da mata, fizeram sucesso com a garotada.

 

 

Para Alexandre é um privilégio ter por perto uma área de lazer com tanto verde e espécies preservadas. “Estava com as crianças em casa e resolvi encarar o passeio, uma área como essa é bem difícil, temos que aproveitar”, diz;

 

Não são raras espécies como: sagui, macaco prego, esquilo, quati, entre outros, passeando próximos ao caminho. A vegetação se modifica conforme a altura, deixando uma área fechada e úmida para um clima mais aberto, seco e rochoso.

 

Anderson Ramos de Lima, 31, morador da região, visita o parque e percorre suas trilhas desde os oito anos de idade e tem boas lembranças: “Até os meus 10 anos ainda moravam índios aqui dentro, mas infelizmente foram retirados e alojados na frente do parque. Hoje só não concordo com as cercas, que limitam a trilha”.

 

 

O Parque é aberto ao público todos os dias entre às 7 e 17h. No total são 3.600 metros (ida e volta).

 

Onde:

Rua Antonio Cardoso Nogueira, 539, Vila Chica Luisa. Telefone: 3941.2162.

 

Silvia Martins, 30, é correspondente comunitária do Jaraguá.
@silviacomunica
silviamartins.mural@gmail.com

 

Escrito por Blog Mural às 15h59

Comentários () | Enviar por e-mail | Zona Oeste | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

QUEM SOMOS

Vivian Whiteman O blog Mural é produzido por algumas dezenas de correspondentes comunitários que moram na periferia da Grande São Paulo e arredores.
Projeto Mural

SITES RELACIONADOS

Twitter Facebook RSS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.