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Itaim Paulista tem campeã mundial do jiu-jitsu

Por Vander Ramos

Itaquera, na zona leste da capital paulista, vai receber a Copa do Mundo em 2014. Um pouco mais ao leste, o bairro do Itaim Paulista revela jovens valores esportivos sem investimento público ou privado.

O Mural já mostrou uma jovem de 12 anos campeã paulista de karatê (leia aqui). Agora mostramos Andressa Lídia de Souza Maiolino, 25, moradora no Itaim Paulista e campeã mundial de jiu-jitsu em 2011, na categoria leve, faixa marrom/preta

Andressa ganhou sua primeira medalha aos 19 anos, ao iniciar na modalidade. Entre 2009 e 2011, conquistou por três vezes consecutivas o campeonato paulista, além de ser campeã brasileira e mundial em 2011.

 

Em novembro disputará o campeonato sul-americano, em Brasília. Se ganhar, conquistará a Tríplice Coroa, que é outorgado ao atleta que vence no mesmo ano os campeonatos brasileiro, sul-americano e mundial. Para chegar ao sul-americano, o maior desafio será conseguir patrocínio para custeio das passagens e estadia.

Porém, a maior satisfação da atleta é o projeto Tatame Gospel. Junto com o seu marido, Carlos Maiolino, também atleta, mantém o projeto de inclusão ao esporte, com aulas gratuitas a crianças de 4 a 12 anos em sua academia no Itaim.

São mais de 60 inscritos, que praticam duas vezes por semana a arte do jiu-jitsu. Eles não têm patrocínio, mas seguem com recursos próprios e boa vontade.

Para Andressa, é uma forma de propagar o esporte, dar ocupação esportiva às crianças que estão sendo aliciadas ao mundo das drogas, descobrir valores esportivos e garantir que no futuro elas passem os conhecimentos adquiridos a outros jovens. Para participar o aluno deve ter bom comportamento em casa e rendimento escolar satisfatório.

Na 3ª etapa do circuito paulista de jiu jitsu, 16 alunos do projeto foram matriculados. 15 conquistaram medalhas.

Mais informações: http://ifcjiujitsu.blogspot.com/  

 

Vander Ramos, 51, é correspondente comunitário do Itaim Paulista.
@vander521
vander.mural@gmail.com

 

Escrito por Blog Mural às 17h43

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Você conhece o pastelão da zona sul?

Por Patrícia Silva

 

 Mãããããããeee, mais um pedido de pastelão, avisa Milena, 13, filha mais nova de Marcia Regina Leal Fonseca, 53, proprietária com o marido Valter, 56, de uma das pizzarias mais tradicionais do Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

 

Em um fim de semana no bairro, é possível comer bem por apenas R$ 5,90.  O pastelão é feito com massa de pizza e pode ser recheado com queijo, calabresa, orégano, frango com catupiry, bacon, ovos, dentre muitos outros. Depois de fechado, o pastelão é assado no forno à lenha. A refeição chega a pesar 800 gramas e serve até duas pessoas. No cardápio, mais de 35 sabores são vendidos ao público a preços que não ultrapassam R$ 10.

 

“Quando abrimos havia muitas pizzarias na região. A gente começou a fritar a massa, estilo calzone, mas hoje é um pastel assado”, conta Márcia sobre a evolução da receita.

 

“É maravilhoso. Quando chega sexta-feira, nós sempre vamos ao pastelão, eu e meus amigos”, diz o auxiliar técnico e instalador de fechaduras digitalizadas Paulo Henrique Rodrigues da Silva, 18.

 

Mesmo em um sábado chuvoso, o local é agitado e conta com muitos pedidos. Gabriela Góis, 16, e a irmã, Beatriz Góis, 20, aguardam de forma paciente a entrega de seus lanches enquanto gotas da chuva banham o chão. “É barato. Em outros lugares é muito caro e menor”, diz Beatriz. “Aqui é mais gostoso”, complementa Gabriela.

 

No balcão, o sonoro aviso: “O verdadeiro pastelão da região”. E, para não perder a fama, Márcia, com o auxílio de toda família, trabalha sexta, sábado e domingo para atender à clientela do local.

 

Ela cuida do recheio, o marido abre a massa e é responsável pelo “forneio” do produto. A filhas mais velhas Priscila, 28, e Nathalia, 26, anotam os pedidos no balcão.

 

Esqueci de alguém? Ah, sim, ainda tem a avó, a aposentada Durvalina da Rocha Leal, 79, que corta todos os ingredientes. “Não gosto de ficar parada”, e mostra um balde repleto de queijo que acabou de ralar para preparação de recheios.

 

E a receita parece que deu certo. O pastelão do Campo Limpo, que fica na rua Diogo Martins, é tão popular que já foi parar até em Minas Gerais. “O freguês vem, compra e leva em embalagem para viagem”, diz a dona da pizzaria, sorridente.

 

 

Patrícia Silva, 22, é correspondente comunitária do Campo Limpo. 
@Patricia_Aps
patriciasilva.mural@gmail.com

Escrito por Blog Mural às 16h53

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